sábado, 16 de junho de 2007

A Razão e o Porquê.

Fiquei impressionado com a atitude do fisiatra que visitou a Má hoje de manhã. Tudo vai indo muito bem, ela está aceitando as limitações atuais e sempre com aquela chama de esperança no coração. E hoje, esse senhor que não sei o nome, foi até ela e lhe disse que dificilmente ela volta a andar e se isso acontecer, não será nunca de forma normal, sem esforço. O resultado dessa conversa já é possível se saber sem que eu tenha que revelar, não é? A menina ficou arrazada. Literalmente arrazada. Eu sei que alguns profissionais médicos têm esse comportamento e que se pode deduzir, seja em função de se dizer sempre a verdade ao paciente. O que eu questiono é da necessidade de se informar uma situação futura improvável num presente onde a fé se faz extremamente importante. Fico até com conjeturas se ele tenha sentido a necessidade de não iludir. Tudo bem, omita-se a informação! Não é mais razoável? Ponderar num momento que uma informação assim só levaria ao desespero, ao desânimo seria o mínimo a considerar. Em suma, acho que estas pessoas que lidam com grandes tragédias, com o tempo se tornam desumanas, insensíveis. Já não é o primeiro a agir assim.

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